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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Se pontinho pontinho pontinho, por que?

{Imagem  via iamtough.tumblr.com,  frase minha}

Se é a vida mais do que o alimento, se é a vida mais do que as vestes e se a vida é o que anseio, então por que?
Por que invisto tanto tempo buscando alimento para o meu corpo?
Por que as vestes me enchem os olhos?
Se não posso ultrapassar a barreira do espaço-tempo e acrescentar anos a minha existência, por que perco o tempo que tenho não te buscando?
Por que me preocupar com coisas mínimas e vãs?
Tudo se torna nada quando o tudo não inclui você. Na verdade, você é tudo. Então por que preencher meus dias com nada? Vida vazia não é vida.
Se você aprecia-me mais que os lírios do campo que dançam glamourosamente ao som do vento, então por que desviar os meus olhos dos seus?
Se você cuida tão bem da erva que hoje está no campo e que amanhã é lançada ao fogo, então por que me afastar dos seus braços cuidadosos?
Se ser herdeira do seu Reino é agradável ao seu coração, então por que não me aproximar do seu maravilhoso amor doador?
Não quero fazer do banal e passageiro o meu tesouro.
Quero fazer de você o meu tesouro. Porque se assim for, ali estará o meu coração.
Ele estará colado no seu. E eu confesso, se isso não for realidade estarei literalmente morta. Porque meu coração jamais encontrará vida longe do seu!

Para meditar: Lucas 12: 22-34

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tudo que eu quero...

Na ausência dos saltérios e dos címbalos ressonantes, a música encontra o meu coração. 
Colisão.
Cada acorde toca-me profundamente e no fluir da música lá se vai o medo. É a voz do meu Amado que está mudando as coisas de lugar aqui dentro de mim. Tudo o que eu não consigo ver é aquilo que eu quero. Quero essa dor aguda me lembrando que até eu estar com você terei motivos pelos quais me arrepender.
Quero essa insatisfação com o meu caráter de "homem caído" e me satisfazer nas mudanças que a Sua música produz em mim.
Quero essa lucidez das coisas eternas e me envolver no Seu Reino de Amor.
Quero essa sede insaciável de estar contigo, de deixar a Sua música suave me envolver e me levar.
Quero essa dependência incontrolável de estar perto do Seu coração a tal ponto de me perder nEle só para encontrar Você.
Quero esse fogo consumindo e queimando minhas imperfeições,  liberando o calor do Seu amor.
Quero atirar-me no Seu caminho perfeito de olhos vendados, sem me preocupar com o passo seguinte. Porque quero viver a fé, pela fé.
Quero essa crise constante que me leva a decidir diariamente se desejo Lhe seguir. Porque é isso que seu amor é: decisão, escolha, é liberdade. É inspiração e expiração. É o que Você mesmo é. E eu O amo, como amo! Um amor imperfeito, eu sei... Mas é um amor grande demais para caber somente em mim.
Por isso, ao som da Sua música eu ainda estou orando: Eis-me aqui, envia-me a mim! 

{Imagem via Google}

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Depois que a saudade chega...


A minha alma tem sede... sede das suas palavras. Meus ouvidos já não escutam a sua canção. Na verdade ela está aqui, sei que cada acorde tem sabor de amor, cada virada carrega a sua misericórdia e cada nota a sua graça. Mas não tenho escutado. Sei como é a música. Sei exatamente o que ela produz em mim, mas não consigo ouvi-la. Tapei meus ouvidos, a indiferença bateu à minha porta nessa manhã, e eu abri. Tomamos chá juntas, ela chegou sutilmente e me envolveu nos seus argumentos. Mas a tarde já se foi, e a saudade chegou... Ainda bem que ela pulou a janela e interrompeu a minha prosa com a indiferença. Ela perguntou-me se eu sabia cantar a bela música, perguntou-me se eu poderia descrever seu abraço num dia tempestuoso, se eu poderia descrever a sua voz no meio do furacão. Que tola, pensei. Deixei a indiferença me seduzir com seus bolinhos de chuva e com seus olhos do aqui e agora. Mas a saudade me trouxe lembranças, e agora eu só desejo encontrar-me contigo num jardim fechado. Eu estou entrando pelos corredores floridos, sob um céu de inverno, eu sou nublado e está chovendo pelos meus olhos. E lembro-me que a sua canção produz vida, transforma inverno em primavera e pinta o sol no lugar da chuva. O arrependimento corre pelas minhas entranhas, e não tão distante, encontra o seu perdão. Agora você está me envolvendo em seus braços de amor e está cantando sua música. A indiferença se vai, eu olho para dentro de mim e ouço o clamor pela sua presença. Eu não sei viver sem você, não sei sorrir com o coração se você não estiver presente. Não sei abraçar uma alma se seus braços não envolverem a minha. Não sei manter o brilho nos meus olhos se a sua luz não incidir no meu interior. Não sei estender as minhas mãos se as suas não estiverem segurando a minha. E eu desejo a sua presença mais do que desejo viver outro dia, eu preciso ouvir sua voz mais do que qualquer palavra de alguém que eu ame. Pois a saudade me traz a lembrança da primavera. Os meus dias cinza como a neblina clamam pela cor da sua aliança no meu céu. Traga-me uma porção do seu Amor nessa noite, a tarde se foi e a indiferença também. Cante sua música para mim hoje, antes que a madrugada chegue trazendo o peso da escuridão, o frio da solidão e o torpor da indiferença. Não quero ficar em estado latente, quero viver você, respirar você e exalar o seu perfume. Não deixe que eu mergulhe meus pés na rotina, não deixe que meu trabalho roube meu tempo com você, não deixe que minha busca pelas coisas terrenas me impeçam de amar as pessoas de perto, não deixe que a pressa e o dinamismo capitalista me lancem num mar de superficialidade. Eu quero amar você com cada parte de mim, quero doar a minha vida aos outros e cantar sua canção para os ouvidos cansados de ouvir o som do sofrimento. Quero mostrar a esperança quando a tragédia chegar. Quero amar ainda mais, mesmo quando meu coração for apunhalado. Quero abraçar apertado quando as lágrimas caírem pelos olhos de alguém. Quero alimentar, mesmo quando a fome afastar a honestidade. Quero sonhar junto com você, mesmo quando a frustração e os enganos do meu coração me fizerem chorar. Quero refletir você, mesmo quando isso me custar o meu conforto. Porque eu sou sua, e é isso que a sua música produz... e eu sei, você a está cantando para mim!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Só há um...

{ Imagem via google }

Só há um que em todo o tempo me ouvirá.

Só há um que em qualquer situação sempre estará lá.
Só há um que em verdes pastos me faz repousar.

Só há um disposto a todas as minhas lágrimas enxugar.


Só há um que canta aos meus ouvidos o seu amor em cada amanhecer.

Só há um que pode dar sentido ao meu viver.

Só há um que esquece minhas falhas, mesmo sem eu merecer.

Só há hum, cujas misericórdias se renovam em cada alvorecer.


Só há um, que as minhas necessidades poderá suprir.

Só há um que nutre amor perfeito incapaz de se extinguir.

Só há um sem o qual não poderia nem existir.

Só há um que à adoração é capaz de me atrair.

Só há um digno de ocupar o trono do meu coração, e seu nome é Jesus, o único caminho para a salvação!

♥

sábado, 4 de dezembro de 2010

Crônicas de Dalva

{ Foto por: Nirrimi- via goole }
Parte I

Dalva nascera num dia 29 de Fevereiro às 12:52hs da tarde. O dia estava calmo e as estrelas enfeitavam o céu. Sim, isso mesmo que você leu. Quem poderia imaginar que haveria um eclipse solar justamente quando Dalva recebia as boas vindas à vida? Seu pai brilhava de felicidade ao segura-la no colo pela primeira vez. Por isso resolveu chamá-la de Dalva. Ele achou o nome muito apropriado, embora soubesse que a estrela Dalva não era exatamente uma estrela, mas era melhor do que chamar a menina de Betelgeuse, não concordam? Naquele momento eles nem imaginavam que alguns anos depois tais pensamentos renderiam-lhes boas gargalhadas durante os almoços e encontros de família. E a menina Dalva crescia em estatura e em graça. E quão graciosa era aquela pequena estrela! Seus sorrisos, alegrias e canções inundavam a vida das pessoas ao seu redor, trazendo paz, tranquilidade. Não era uma garota perfeita. Às vezes falava pelos cotovelos, inclusive o que não devia. Era dona de uma autosuficiência que alimentava sua teimosia e orgulho. Mas era uma garotinha amável. Seu pai lhe dizia que era uma princesa. Eles passavam horas no jardim lendo e inventando mil e uma histórias de príncipes, duques, reis e todos os tipos de figuras da realeza. Dalva não entendia muito bem o seu pai, mas ficava feliz todas às vezes que ouvia seus lábios  dizerem que ela era a princesa do Rei dos Reis. Alguns anos depois seu coração ficara inquieto. "Quem sou eu? Qual o sentido da vida? Para quê estou aqui?" Essas perguntas tiravam a sua paz durante algumas noites. Algumas vezes ela se enrolava no cobertor  e ia se encontrar com as estrelas, na esperança de que essas lhe dessem as tão esperadas respostas. Mas além do encanto e mistério, observar o céu lhe trazia mais e mais perguntas. Ficou imaginando quando tudo aquilo foi feito. Quem teria tido a ideia tão estupenda de pintar cada um daqueles brilhantes pontos no céu? Ela ouviu de seus pais que tinha sido Deus, o Criador dos céus e da terra. Ela achava a ideia meio cômoda e não sabia ao certo se acreditava nisso ou não. O sono tomou-lhe os pensamentos e ela foi dormir. Sonhou que escorregava pelos anéis de Saturno e que caminhava sob os céus tempestuosos de Júpiter. Até que o barulho alto e agudo de sirene a despertou. Seu coração temeroso palpitava dizendo que algo muito ruim havia acontecido. E naquele momento ela mal sabia que o terror e a tristeza estavam prestes a visitá-la, sem uma data exata para as despedidas.

Continua =D

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Eu quero ir...


Você já se sentiu incomodado(a) quando parou para pensar que a breve vida aqui é apenas um ensaio para a eternidade? É incrível como investimos o nosso tempo nas coisas que ficarão aqui.
Mas a verdade é que existe um depois do aqui e agora e todos nós avançamos a passos largos para lá. A vida aqui é breve, e olha como nós a vivemos... Temos tão pouco tempo aqui... e não deveríamos investir na superficialidade. Deveríamos amar profundamente com ações, deveríamos nos alegrar profundamente ao lado de Cristo, deveríamos conhecer profundamente o Criador...enfim.
A vida é mais do que rotina e responsabilidades, é mais do que realizações. Confesso que ultimamente tenho sentido saudades... saudades de uma época em que o rio não cessava, a escuridão não tinha espaço em lugar algum, o firmamento era cheio de esplendor e o amor era a linguagem universal. Incrível não? Mas a verdade é que este lugar ainda existe, e Ele ocupa o espaço de todos aqueles que decidem ir.. ir pelo caminho. E o destino é Ele mesmo. Nos movemos nEle e avançamos para Ele!
Como podemos nos distrair? Como conseguimos deixar que a rotina, os afazeres e as responsabilidades desvie os nossos olhos?

"Neste caminho há um Homem de cruz
com uma história e uma eterna luz
Ele mudou meu destino, amigo a me entusiasmar
Jesus eu sigo seus passos
Me apóio em teus braços
Se estou perdido no espaço
Teus braços são meus laços" (Lucas Souza)

Talvez a saudade seja apenas um desapertador para que nossos olhos se abram para a beleza que nos cerca. Porque ainda que seguimos dia após dia no caminho, nem sempre estamos atentos à claridade do amor e como cegos, caminhamos insatisfeitos.
Chega de perder tempo. Somos livres para caminhar em profundidade! Somos livres para conhecer cada detalhe do caminho! Temos liberdade para seguir a sinfonia dia após dia! Podemos experimentar algo maior que o sucesso. Precisamos adquirir bens imperecíveis e eternos. Precisamos dar o nosso amor ao mundo como se fosse a última gota de um oceano. Vamos seguir em intimidade com Jesus! A paixão não terminou, a chama não se apagou... eu quero ir!


"Eu quero ir onde olhos não alcançam
Onde as mãos jamais tocaram
Eu quero ir...

Eu quero ir onde o sol não se apaga
Onde o amor não se acaba
Eu quero ir...

Há um caminho mais alto
Há um amor mais profundo
Há um destino traçado que me leva a Você.

Eu quero ir onde a paixão não vai embora
Onde a esperança não se esvai
Eu quero ir...

Eu quero ir onde a canção não terminou
Aonde a chama é sempre acesa
Eu quero ir...

Há um caminho mais alto
Há um amor mais profundo
Há um destino traçado que me leva a Você.

Eu quero ir
Eu quero ir
Eu quero ir..." (Lucas Souza)

domingo, 4 de abril de 2010

Está ouvindo?

São três da manhã e alguns sonhos jogados pela janela. A noite é bem vinda quando se deseja esconder o choro. De repente há um peso sobre a cabeça, esmagando a esperança e provando a fé. As instabilidades são tão constantes que adquirem um aspecto estável. Bem vindo a vida real!
Parece que um furacão passou e a única maneira de se sentir melhor é de joelhos dobrados. Embora o quarto esteja vazio, nesse momento você se sente em chamas... e cada palavra despejada acerta em cheio cada parte do seu ser.
Sim, bom seria se tudo acabasse... e surge um pensamento meio que suicida: você é tentado a matar seus sonhos, sua esperança. Não a vida em si. Mas se os sonhos e a esperança acabam, então o que resta da vida?
Então, como o vento espalha as folhas no outono, uma voz oferecendo ajuda afasta esses pensamentos...
E não se pode medir o quanto a nossa dor O afeta. O egoísmo de querer carregar os fardos se vai, e em algum lugar há força para lançá-los a pessoa certa. Tolice seria manter os olhos fixos ao redor.
Mas um par de brilhantes olhos, visível apenas ao espírito, nos mantêm fixos, presos, seguros...
E de repente não importa o tamanho da dor, dos problemas ou do desespero... a paz reina!
Porque aquele que fala possui um amor infinito, uma bela sinfonia. E quanto mais o chão parece estar escorregadio, melhor você entende a dinâmica da dança... e assim, de olhos fechados, sua vida se move ao som da bela canção. E ela vem sendo entoada desde que o mundo nem era mundo. Na verdade ela sempre existiu, mesmo quando o nada existia.
Com o tempo você entende e se pergunta: por que tantos defendem um evangelho "água com açúcar?".
E quando a crise chega você compreende e testifica que segui-Lo é mais complexo. Nem sempre o sabor é doce. Ás vezes as coisas são tão turvas quanto um copo de água suja e você não consegue enxergar.
Algumas coisas precisarão ser mudadas, outras sacrificadas, mas a música nunca para. É sempre a mesma melodia que você não consegue contemplar com o paladar ou com a visão. Não é doce, nem translúcida. Mas quando dançamos ao som da música, de repente há doce no fel, há claridade na escuridão e o espírito se alegra!
A crise continua, mas há algo diferente dentro de você... é a música!
Psiu, silêncio! Você consegue ouvi-la?

Ps: Nem sei muito bem o que escrever nesse ps, mas vou tentar. Essas palavras surgiram num dia meio estranho. Num daqueles dias em que você mergulha dentro de si mesmo. Em parte isso não é bom, porque sempre haverá algo além de nós mesmos. Mas não posso negar o meu eu humano. É evidente a luta entre as duas naturezas, as duas faces de mim mesma. E quando tudo parece explodir, o Espírito Santo nos lembra que há um Deus, uma música, uma sinfonia. Então você se lembra de que nem tudo tem explicação, que seus sentimentos oscilam, mas isso não pode afetar a dança. E tudo o que eu mais quero agora é fechar os meus olhos, esquecer-me que o chão está escorregadio, e dançar com meu Amado a nossa música. Quer dançar também?

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